Meninas sonham em se casar com o principe encantado para morarem em castelos e se vestirem com os vestidos mais bonitos, brilhantes e comentados. Acontece que uma inglesa chamada Kate Middleton que sonhava com isso, aos doze anos colou na parede do quarto um poster do principe William e hoje, aos 29 anos, subirá ao altar da igreja mais importante de Londres com o mesmo do poster.
Não é qualquer uma, nem qualquer hora que isso acontece. Eu, se fosse o principe, não me casaria com uma menina que se matriculou na mesma faculdade que eu só para se aproximar de mim. Mas cada principe inglês com suas noivas e motivos.
Enquanto muitos do nosso mundo economizam meses ou anos para o tal dia do casamento, a familia real desembolça 20 milhões de dolares sem fazer cócegas, claro. Aliás, há quem diga que entrará dinheiro para os britânicos com essa cerimônia, já que ela atrairá turistas curiosos e sem mais o que fazer. Terão também souvenirs do casamento à venda pela cidade. Acho babaca isso.
Nada como se matricular na faculdade, conhecer o principe da Inglaterra, ser pedida em casamento por ele e ter o dia do casamento anunciado como feriado nacional.
"Além dos cinquenta membros da família real da Inglaterra, foram convidados quarenta representantes das famílias reais estrangeiras, 200 membros do governo, do Parlamento e do corpo diplomático britânico, 60 dirigentes estrangeiros e 30 representantes do exército britânico.". Uma galera convidada e posso apostar que nenhum desses vai encher a cara de whisky e subir na mesa com a camisa aberta, nem arrumar uma briguinha e nem levar uma "sanduicheira" de presente. Mas com certeza, alguma esposa destes representantes vai guardar vários docinhos na bolsa para levar pros filhos.
Vou colar um poster do principe Harry no meu quarto hoje, pelo menos ele é loucão e ainda sim é um principe.
A minha sinceridade é a maior verdade que carrego. Assuntos polêmicos ou não, o que me intriga está por aqui. Priscilla Tardivo, 19 anos, estudante de Jonalismo.
terça-feira, 19 de abril de 2011
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Tragédia em Realengo
Na quinta-feira, dia 07 de Abril. Eu almoçando num restaurante e as pessoas em volta olhavam para a TV sem parar e comentavam. "Que absurdo!", "Nossa, você viu que horror?". Com aquela curiosidade que é natural da nossa espécie, olhei pra TV e vi numa faixa na tela "Ex-aluno volta à escola e deixa 12 crianças mortas." Não sei porquê, mas não me chamou tanta atenção de cara. Parecia mais umas dessas notícias que o Datena vai "sensacionalizando" toda tarde. Mas quando fui andando na rua, vi que todos comentavam sobre isso, na Internet também era a primeira notícia de todas as páginas. À noite, o Jornal Nacional foi inteiro voltado à essa notícia.
Até hoje, uma semana depois, a notícia que mais se ouve falar é essa. Já não há destruição no Japão, já não há atriz jogada da janela. Tudo o que temos são opiniões e conclusões sobre os motivos que levaram Wellington Menezes à entrar na escola onde estudou e disparar pelo menos 30 tiros. Eles contam vários fatores sobre a barba do rapaz, a fixação por atentados, a atitude introvertida, o bullying e a escolha das vítimas. Sendo que o fator mais marcante é a frieza. Ela pode até decorrer de todos estes outros fatores, mas "frieza" é o julgamento mais correto que podemos dar à essa atitude cometida.
Conhecemos muita gente que sofreu e sofre bullying e não por isso saem por aí dando tiros em crianças desconhecidas. E também tem muitos barbudos que dão risada de atentados, muitos outros garotos calados que têm seus motivos, e não é todo dia e nem toda semana que vemos cenas dessas por aí. Talvez a questão seja a merda feita, e não as coisas que causaram essa merda. Têm famílias faltando um filho, têm outros filhos que tá faltando escola. A atitude é mais pra frente do que pra trás. E é só pensar.
Wellington Menezes não é um coitado sofrido, ele é um filho da puta que tirou algumas vidas numa manhã de quinta-feira, como se fosse um vídeo-game. A culpa não é da barba, do bullying ou da adoção, a culpa é da falta de olhar da família ou de conhecidos. Está claro, pelas entrevistas, que muitas pessoas sabiam das atitudes estranhas do garoto, bastava um tratamento mais pesado, real.
Agora não adianta mais fazer votação sobre a venda de armas, burlar leis é o esporte mais fácil e praticado por aí, elas constam mas quem quer fazer algo, vai atrás. O que realmente adianta é não deixar que as pessoas sintam a vontade de matar sem motivos, só isso.
Até hoje, uma semana depois, a notícia que mais se ouve falar é essa. Já não há destruição no Japão, já não há atriz jogada da janela. Tudo o que temos são opiniões e conclusões sobre os motivos que levaram Wellington Menezes à entrar na escola onde estudou e disparar pelo menos 30 tiros. Eles contam vários fatores sobre a barba do rapaz, a fixação por atentados, a atitude introvertida, o bullying e a escolha das vítimas. Sendo que o fator mais marcante é a frieza. Ela pode até decorrer de todos estes outros fatores, mas "frieza" é o julgamento mais correto que podemos dar à essa atitude cometida.
Conhecemos muita gente que sofreu e sofre bullying e não por isso saem por aí dando tiros em crianças desconhecidas. E também tem muitos barbudos que dão risada de atentados, muitos outros garotos calados que têm seus motivos, e não é todo dia e nem toda semana que vemos cenas dessas por aí. Talvez a questão seja a merda feita, e não as coisas que causaram essa merda. Têm famílias faltando um filho, têm outros filhos que tá faltando escola. A atitude é mais pra frente do que pra trás. E é só pensar.
Wellington Menezes não é um coitado sofrido, ele é um filho da puta que tirou algumas vidas numa manhã de quinta-feira, como se fosse um vídeo-game. A culpa não é da barba, do bullying ou da adoção, a culpa é da falta de olhar da família ou de conhecidos. Está claro, pelas entrevistas, que muitas pessoas sabiam das atitudes estranhas do garoto, bastava um tratamento mais pesado, real.
Agora não adianta mais fazer votação sobre a venda de armas, burlar leis é o esporte mais fácil e praticado por aí, elas constam mas quem quer fazer algo, vai atrás. O que realmente adianta é não deixar que as pessoas sintam a vontade de matar sem motivos, só isso.
Dia do beijo
Sem querer ofender e nada pessoal.
Hoje acordei e ao abrir a internet me deparei com um milhão de notícias sobre o tal Dia do beijo. Todos dizendo "Vamos comemorar o dia do beijo" via Facebook, twitter e outros. Aí eu paro e penso em quem diabos pode ter inventado o Dia do beijo.
Fui pesquisar sobre e achei um artigo que diz: On this day different kissing contests are organized in many cities, and the participants of such contests have a chance to win various prizes and gifts.
E ainda diz que é comemorado em 6 de julho, que não é o caso de hoje, porque não é do meu feitio ir dormir dia 12 de abril e acordar três meses depois.
Parei outra vez, bocejei e pensei que então o buraco é mais embaixo. Faz tão pouco sentido quanto "Free Hugs", o tal encontro que abraçam desconhecidos. E outra coisa! Ainda tem gente que ganha presentes de Dia do beijo, que legal, acho que não vou ter que esperar o Dia das crianças chegar.
Quanta besteira! É realmente possível que em plena quarta-feira de abril as pessoas não tenham mais nada para pensar e agir além disso? Se em um segundo do trabalho de cada um, ou na hora do almoço as pessoas realmente pensam e falam nisso.
Talvez alguém tenha se cansado de ouvir falar sobre a tragédia no Realengo e lançou essa influente idéia.
Hoje acordei e ao abrir a internet me deparei com um milhão de notícias sobre o tal Dia do beijo. Todos dizendo "Vamos comemorar o dia do beijo" via Facebook, twitter e outros. Aí eu paro e penso em quem diabos pode ter inventado o Dia do beijo.
Fui pesquisar sobre e achei um artigo que diz: On this day different kissing contests are organized in many cities, and the participants of such contests have a chance to win various prizes and gifts.
E ainda diz que é comemorado em 6 de julho, que não é o caso de hoje, porque não é do meu feitio ir dormir dia 12 de abril e acordar três meses depois.
Parei outra vez, bocejei e pensei que então o buraco é mais embaixo. Faz tão pouco sentido quanto "Free Hugs", o tal encontro que abraçam desconhecidos. E outra coisa! Ainda tem gente que ganha presentes de Dia do beijo, que legal, acho que não vou ter que esperar o Dia das crianças chegar.
Quanta besteira! É realmente possível que em plena quarta-feira de abril as pessoas não tenham mais nada para pensar e agir além disso? Se em um segundo do trabalho de cada um, ou na hora do almoço as pessoas realmente pensam e falam nisso.
Talvez alguém tenha se cansado de ouvir falar sobre a tragédia no Realengo e lançou essa influente idéia.
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